“Manual de Defesa”, de Júlio Cerdeira
MANUAL DE DEFESA é uma peça-ensaio que pensa sobre formas de proteção, memória e (re)afirmação de corpos, identidades e corporeidades queer, recorrendo a discursos artísticos diversos, para reimaginar esteticamente a defesa destes corpos em situações de crise.
Numa peça que oscila entre o ensaio teórico (verbal ou escrito) e diversas práticas do corpo (contacto-improvisação, jiu jitsu e afetividade queer), vemos o esforço destes corpos para a proteção e afirmação das suas identidades neste momento histórico de sucessivas tentativas de apagamento. Testemunhamos um esforço que se agiganta em movimentos de amorfização que redefinem os corpos e as identidades, desmistificam o ódio e fundam novas formas de afetividade. Rodeados de manuais de defesa, estes dois corpos queer entrelaçam-se em práticas de dança e em treinos de artes marciais de defesa desarmada, para proporem o conhecimento como maior escudo para a proteção coletiva e comunitária contra discursos de ódio e desinformação.
Em MANUAL DE DEFESA não há camuflagem, há apenas apossematismo epistemológico.
Don’t kill them with kindness, teach them with knowledge and queerness!
Júlio Cerdeira (1994, Braga – PT) é um artista queer que trabalha o cruzamento de práticas artísticas para repensar a materialidade, a identidade e a dimensão política dos corpos. Reinventa práticas de contacto-improvisação para a composição de corpos fluídos e transitórios, cria e encena dramaturgias feministas e questiona o lugar da violência na sociedade contemporânea.
Tem o Mestrado em Artes Cénicas – especialização em Direção Artística e Interpretação de Dança Contemporânea pela ESMAE, a Pós-graduação em Dança Contemporânea pela ESMAE e a Licenciatura em Teatro pela Universidade do Minho. Neste momento, é também doutorando em Arte Contemporânea no Colégio das Artes da Universidade de Coimbra.
Como performer, criador e coreógrafo colaborou com artistas e estruturas como: Né Barros, Elisabete Magalhães, Gustavo Ciríaco, Tales Frey, Rogério Nuno Costa, Sandro William Junqueira, Diogo Liberano, International Contemporary Dance Collective (ICoDaCo), Bosnian National Theatre Zenica (Bósnia & Herzegovina), Festival of International Alternative Theatre (Podgorica, Montenegro), Instável – Centro Coreográfico, Ballet Contemporâneo do Norte, Hosek Contemporary (Berlim, Alemanha), Bienal Internacional de Arte de Cerveira, entre outros.
Em 2019, co-fundou a BANQUETE- Associação de Investigação e Criação em Artes Performativas (Braga – PT), na qual desenvolve atividade como artista, investigador e programador.
É professor na Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo – Instituto Politécnico do Porto, estando atualmente a lecionar na Licenciatura em Teatro e no Mestrado em Artes Cénicas – especialização de Composição Coreográfica.
Dança – 60 min
27 e 28 out / Sala Estúdio do TCA
Direção Artística e Coreografia: Júlio Cerdeira
Música e Vídeo: Miguel De
Luz: Pedro Abreu
Interpretação: Inês Filipe
Texto e Dramaturgia: Cátia Faísco e Júlio Cerdeira
Figurinos: Jordann Santos
Produção Executiva: Rui Macário
Design de Comunicação e Registo de Vídeo: Luís Belo
Mediação: Joana Gomes Martins
Olhares Externos: Cristina Planas Leitão, Cláudia Marisa e Mário Macedo
Produção e Comunicação: Banquete – Associação de Investigação e Criação em Artes Performativas
Parcerias: Ardemente, Arte Total, Backstage – Escola de Dança e Artes Performativas, CAMPUS Paulo Cunha e Silva, Comédias do Minho, Fundação Lapa do Lobo, Instável – Centro Coreográfico, IPP – Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo, Jornal do Centro, Plano Nacional das Artes, Rádio Universitária do Minho, Universidade do Minho
Copodutores: Teatro Municipal do Porto e Instável – Centro Coreográfico *, Theatro Circo, Teatro Diogo Bernardes/Município de Ponte de Lima
* No âmbito do ciclo Palcos Instáveis