“I’d like to dance the same way you park your car”, de Dimitri, Eliot e Rita

I’d like to dance the same way you park your car
Dimitri, Eliot e Rita
Palcos Instáveis / Coprodução com o Teatro Municipal do Porto

I’d like to dance the same way you park your car é uma performance sobre o corpo político, um ensaio coreográfico sobre imaginar um corpo utópico que habita a distopia. Uma sucessão de tentativas, falhas e gestos interrompidos. O corpo utópico é aquele que desaprendeu a funcionar: um corpo de ação suspensa, que não domina o espaço, que não responde à urgência da produtividade. Vivemos rodeados de corpos que se dobram, que se adaptam, que se oferecem: corpos úteis. Este, ao contrário, é o corpo que se recusa, até se tornar disfuncional, obsoleto, ineficiente. O que emerge é a necessidade de perseguir o objetivo de não alcançar objetivo nenhum e, nesse fracasso partilhado, descobrir uma outra forma de estar no mundo.

Rita Soeiro nasceu no Porto, em 1989. Estudou o corpo — pela dança — e estudou a mente — pela psicologia. Depois, recusou separar uma coisa da outra e fundou o FOSCO, onde a arte e a ciência, em vez de se enfrentarem, conversam.

Dimitri Thouzery é um artista digital e designer francês. Formado na área científica, dedicou-se posteriormente às artes plásticas e à arte contemporânea, antes de se dedicar inteiramente, a partir de 2017, às artes digitais e generativas. A sua prática explora a intersecção entre as artes visuais e a tecnologia, onde processos algorítmicos se tornam ferramentas para a criação e a expressão estética.

Eliot Benoist, nascido em 1993, é músico, dançarino e ator, radicado em Toulouse. Começou com guitarra elétrica e tocou em vários grupos de rock durante a adolescência, antes de se dedicar às artes performativas. Treinado no Cours Florent, em Montpellier, completou a sua formação com workshops com Maguy Marin, Katerina Andreou, Rébecca Chaillon, I-Fang Lin, Argyro Chioti e Dimitra Trypani. Desde 2022, colabora com Futur Immoral, onde é bailarino e músico. Ao mesmo tempo, integrou a companhia Kerman / Sébastien Ly para a peça Explorer (2025). O seu trabalho desenvolve-se na fronteira entre música experimental e performance coreográfica. Procura colocar o gesto e o som em tensão, explorando a relação entre ambos. As suas performances nascem de dispositivos sonoros minimalistas, onde a economia de meios abre um espaço de presença crua e relacionamento direto com o público.

Dança, M14 – 45 min

corpo – utopia – improdução – obsolescência

 

Estreia

6 e 7 mar / Sala Estúdio do TCA

Criação e interpretação: Eliot Benoist, Rita Soeiro, Dimitri Thouzery

Música original: Eliot Benoist, Dimitri Thouzery

Engenheiro de som: Luís Faria

Digital Arts: Dimitri Thouzery

Coprodução e apoio à residência: Instável – Centro Coreográfico e Teatro Municipal do Porto*, PAZ – Performance Arts Zone, CRL – Central Elétrica

Mentoria artística: Anna Vasof

* No âmbito do ciclo Palcos Instáveis