© Joana Rodrigues / “Timber”, de Roberto Olivan

Timber
Roberto Olivan
Uma criação de Roberto Olivan para a Companhia Instável, com interpretação musical do Drumming GP

TIMBER é uma viagem às profundezas da nossa existência, uma visita a cada recanto que deixámos de visitar devido ao medo, ignorância ou abandono de nós mesmos. Uma desconexão pessoal daquilo que nos une à nossa única e autêntica natureza.

TIMBER é um ritual que anseia por uma resposta urgente à auto-destruição que temos construído ao longo dos anos. As premissas e valores que considerámos indicadores válidos de progresso não valem nada. O ritmo que retumba na madeira repetitivamente, criando um transe hipnótico que simboliza o desejo de quebrar as barreiras que limitam o ser humano, mergulhando na liberdade que cada um vê à sua maneira, agitando a sua própria bandeira.

TIMBER é uma tentativa final de reaver a nossa conexão com o mundo vivo, que tem as suas próprias dinâmicas ditadas pela luz e escuridão, dia e noite, pelo tempo, que tem o seu próprio ritmo, que vai para além do nosso controlo. Aceitar ou morrer. Entrar ou sair. Integrar ou dividir

 

Nas palavras do Liliana Oliveira (bailarina de TIMBER):

Saltava o meu coração a deslizar pelo chão, sempre a cair, e não voltava ao sítio. Agarravas o meu cabelo e torcias os dedos, que ondulavam meio dos meus caracóis, o pé sentava no meu colo. E o entrelaço do sangue fê-lo imperador suava de branco com o loiro que luzia do ouro que foi chamado pelas pirâmides. 

O destino que traça o coração não tem dever de ser treinado como um ogre que com um nariz grande pélvis atirado para mim e gosto com prazer do movimento. A salsa é parte comida e dança, mas sou espanhol e o terror que aparece aos teus olhos mostra um sorriso que separa os monges da igreja o preto escurece o dia e a mecânica que compõe o carro continua ativa no cabelo de unha pintada a girar como a roda que gira eternamente.

 

 

Making off, YouTube:

Teaser, YouTube: 

Roberto Olivan Fundador da ROPA – Roberto Olivan Performing Arts – e diretor artístico e fundador do Festival Deltebre Dansa, o coreógrafo catalão iniciou a sua formação no Institut del Teatre, em Barcelona, e na P.A.R.T.S, em Bruxelas. Deu os primeiros passos como intérprete profissional na Companhia de Dança Rosas, dirigida por Anne Teresa De Keersmaeker, e dançou sob a direção de Robert Wilson, Tom Jansen e Josse de Pauw, entre outros. Com vários prémios e nomeações atribuídos, atualmente Roberto Olivan trabalha como coreógrafo para diversos projetos e leciona workshops a nível mundial, trabalhando, também, como coreógrafo e intérprete na indústria do cinema, para além de integrar a direção artística de importantes eventos culturais e ser júri em competições de dança.

Temporada 2021/2022
Dança / M12 – 60 minutos

Próximas datas
21 set / Teatro Municipal de Vila Real
24 set / Teatro Aveirense

Direção: Roberto Olivan

Assistente de Ensaios: Cátia Esteves

Criação e Interpretação: Joana Couto, João Cardoso/Ilan Gratini, Lara Serpi, Liliana Garcia, Liliana Oliveira e Ricardo Machado

Música: Michael Gordon

Direção Musical: Miquel Bernat

Interpretação Musical: Drumming Grupo de Percussão: André Dias, Daniel Araújo, João Miguel Simões, Jorge Pereira,  Miquel Bernat e Pedro Góis

Desenho de Luz: Ricardo Alves

Figurinos: Pedro Azevedo

Técnico de som: Suse Ribeiro

Produção: Companhia Instável

Produção Executiva: Rita Santos

Co-produção: Theatro Circo

Apoio: Mostra Espanha 2019, Embaixada de Espanha em Lisboa, I-Portunus

A Companhia Instável é apoiada pela República Portuguesa – Cultura / Direção- Geral das Artes e pelo programa “Bolsas para a formação Fundação GDA”.