© “Apneia”, de Leo Calvino e Joana Couto

Apneia
Leo Calvino e Joana Couto
Palcos Instáveis 1as Obras / Coprodução com o Teatro Municipal do Porto

“Foi somente um sonho”. A normalidade retorna rapidamente e a sanidade não permanece em risco, basta virar para o outro lado e aconchegar-se novamente nas próprias conceções macias e cheirosas. Quantas camadas tem um sonho? Onde termina o sonho de um e começa o sonho de outro? Onde está a fronteira entre o real e o surreal?

Por que fazer-se essas perguntas? O alarme, pela manhã, fielmente, lembra-me de esquecer. Mas não esqueço, não sempre. E a única saída é repetir: “foi somente um sonho”.

Nunca é somente um sonho.

Leonardo Calvino (pseudônimo de Iuri Martins) é maioritariamente autodidata e teve um percurso multidisciplinar, passando pelas artes marciais, música, roteiro de bandas desenhadas, circo, magia e atualmente se dedica à dança como território de pesquisa.
Estudou durante 10 anos em uma escola de Kobudo (conjunto de artes marciais tradicionais japonesas); participou como instrumentista (flauta transversal, saxofone e percussão) em grupos de música popular brasileira, principalmente o Teko Porã; fundou o Estúdio Nibelungo onde trabalhou como editor e produtor de livros e bandas desenhadas durante 5 anos; desde 2014 pratica manipulação de objetos como forma de malabarismo contemporâneo, apresentando em festivais, eventos culturais e espetáculos de rua em diversas cidades da Europa e América do Sul.
Em 2018 começou a desenvolver seu primeiro solo de curta duração Meeting the Unknown. Em 2019 criou, em colaboração com Juan Fresina, Maria Clara Smith e Cesar Diaz, o espetáculo Cegos do Castelo para uma apresentação única. Em 2020 cursou o FAICC, formação oferecida pela Companhia Instável e após isso trabalhou como diretor técnico e desenhador de luz no espetáculo If only this was about food e como dramaturgo no espetáculo Sinto Muito, ambos de Joana Couto. Também foi intérprete da Kale Companhia de Dança no espetáculo Peixe Dança de Aldara Bizarro. Seu primeiro solo de longa duração intitulado Inercia, estreou no Festival Súbito em setembro de 2021.

 

Joana Couto começou o seu percurso na dança desde cedo, realizando 15 anos de ensino específico no Ginasiano Escola de Dança. Em 2017 graduou-se, adquirindo o Diploma de Ensino Especializado vertente de Dança. Teve a oportunidade de fazer cursos intensivos na Companhia Carte Blanche e em Malandain Ballet Biarritz. Continuou os seus estudos durante mais um ano na ArtEZ University of Arts, na Holanda.
Como intérprete, trabalha desde 2016 com a Kale Companhia de Dança, tendo ido a palco com peças de Hélder Seabra, Christine Hassid, Gilles Baron, Eldad Ben-Sasson, Elisabeth Lambeck, Paula Moreno, Osa+Mujica, Aldara Bizarro, La Tierce, entre outros. Em 2019 começa a trabalhar com a Companhia Instável, nas obras “Timber” de Roberto Olivan e “Lowlands” de Helder Seabra, que se encontram em circulação nacional no momento presente. Como freelancer trabalhou também com Rita Soeiro e a Associação Limina.
Começou a lecionar em 2020, sendo convidada para dar aulas/workshops em Portugal, Bulgária, Israel e Espanha.
Estreou-se como coreógrafa com a criação “I hope this was about food” (2018-2021) que apresentou na Holanda e no Teatro Campo Alegre. Em 2021, também estreou a sua mais recente criação “Sinto Muito”. Co-cria com Beatriz Sarmento a iniciativa multidisciplinar Festival Súbito que teve a sua edição zero em setembro de 2021. Como atividade satélite ao festival, lança o programa de residências Órbita que conta já com 3 edições planeadas.

Dança, M/14 – 50 min

Datas anteriores:
11 e 12 nov / Café Teatro do Teatro Campo Alegre

Conceito e Direção: Leonardo Calvino

Criação e Interpretação: Leonardo Calvino e Joana Couto

Produção: Joana Couto

Auxiliar Técnico: Juan Fresina

Assistência Cenográfica: José Maurício Martins Urso

Composição Musical: Rodrigo Ribeiro

Participação Artística: Maree Lawn e José Maurício Martins Urso

Comunicação e Marketing: Rodrigo RibeiroOlho Externo: Gustavo Hjerl

Agradecimentos: Amélia Sousa, Domingos Ferreira, Gracinda Teixeira, Hadrien Haie, Maria Inês Neves, Mariana Malojo, Pedro Couto, Tatiana Neves

Coprodutores: Instável – Centro Coreográfico em colaboração com o Teatro Municipal do Porto e Kale Companhia de Dança
Residências e apoio à criação: AgitLAB, Estúdios Victor Córdon, nunArt, Sekoia – Artes Performativas, Teatro da Didascália